26 de outubro de 2023

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Ping pong Katu Silva, ministrante

Confira o bate papo que tivemos com a TO Katu Silva sobre seletividade alimentar. Ela que é instrutora do curso de Seletividade sob a perspectiva da Integração Sensorial da Ludens Cursos.

1-Qual a relação da Terapia Ocupacional com a Seletividade Alimentar?

Atualmente, sabe-se que os problemas alimentares na infância são indicadores de que há algo errado com o desenvolvimento global da criança. Desta forma, o Terapeuta Ocupacional atua ativamente por ser um profissional apto para avaliar e tratar atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor e com impactos sensório motores e de práxis oral.

2-Como os TOs devem atuar em conjunto com demais profissionais na seletividade alimentar?

Eles devem se instrumentalizar por meio de um caminho formativo que inclua a capacidade de avaliação integral dos aspectos sensoriais, motores e de práxis. Optar por um caminho clínico também pode dar subsídios mais consistentes com técnicas e protocolos mais estabelecidos como o Get Permition ou SOS Approach to Feeding.

3-Tem aumentado os diagnósticos de Seletividade nos últimos anos? Se sim, por que isso está acontecendo?

Os números de seletividade alimentar ou distúrbios alimentares em humanos sempre foi alarmante. Contudo, em detrimento da informação e do diagnóstico de TEA, as pessoas tem se inclinado a pensar nessa temática. Uma observação importante é que esse número é aumentado quando compreendemos que a obesidade também faz parte dos distúrbios alimentares.

4-Qual o primeiro passo para tratar casos mais graves de Seletividade Alimentar?

Fazer uma avaliação clínica completa com equipe multiprofissional e especializada nessa temática. Dentre os profissionais, temos pediatras, gastro, nutricionista, dentista, TO e fono.

5-Existem casos que não há recursos para tratar?

Sempre há o que fazer, contudo, há a necessidade de mobilização dessa equipe e a participação ativa da família e demais pares.

6-Qual a importância de se buscar ajuda profissional aos menores sinais de Seletividade?

Assim como qualquer intervenção, quando podemos detectar e intervir mais precocemente, certamente teremos mais perspectivas de uma intervenção de médio prazo e com maior sucesso terapêutico.